HISTORIA
DO
NOSSO
CENTRO

 

Santo António de Vagos é uma comunidade paroquial, correspondente a um aglomerado de seis lugares, de Corgo do Seixo de Baixo, Corgo do Seixo de Cima, Lameiro do Mar, Lameiro da Serra, Lomba e Quintã, pertencente ao concelho de Vagos, distrito de Aveiro.

De qualquer ponto da paróquia á Igreja, Centro Social e Junta de Freguesia não distam mais de 4km. Da freguesia à sede do concelho, Vagos, apenas 5km. Não tem indústria pesada, apenas comércio simples. Os seus habitantes que outrora viviam da agricultura tradicional e da emigração, vivem hoje de empregos fabris e da construção, localizados fora da paróquia.

Gente muito humilde, respeitadora, amiga do seu amigo, de tradições cristãs católicas, desde tempos remotos que a educação, vivência e normas de orientação, até sociais eram ligadas à Igreja.

Á cerca de 50 anos a figura principal, letrada e que sabia, aconselhava e orientava era o pároco. Este aglomerado foi erecto como paróquia em 1956, no dia 29 de Junho, por D. João Evangelista de Lima Vidal, Arcebispo Bispo de Aveiro.

Neste ambiente, e á perto de 30 anos apareceram, oriundas da região do Porto, duas senhoras, ávidas de fazer o bem e proteger os mais carenciados por invalidez ou doença. Instalaram-se numa casa arrendada no Corgo do Seixo de Baixo, residência de uns emigrantes em Venezuela, e aí começaram a desenvolver a sua acção de solidariedade social.

Deu bons resultados, desenvolveu-se, surgiram mais necessitados e também mais aderentes à causa.

Passaram para uma casa, propriedade de outro emigrante, em Brasil, onde se instalaram.
 

O Pároco, Padre Manuel da Rocha Creoulo, apercebendo-se desta actividade que estava a ser desenvolvida por pessoas estranhas à comunidade, viu a necessidade e os resultados e chamou à sua direcção este movimento, o que levou a que as fundadoras desta iniciativa abandonassem aquilo a que chamavam Lar de Betânea, e se refugiassem na sua terra Natal, um pouco contristadas.

Nestas circunstâncias, aquilo que era uma simples forma de praticar caridade, passou a exigir outras formas de organização, e são então criados os primeiros estatutos, como o nome de Instituto de Santo António.

Com a modificação legislativa quer do foro canónico (da parte eclesiástica), quer do foro civil, foi necessário reformular os estatutos e passou a ser designado por Centro Social Paroquial de Santo António, vulgarmente conhecido por Lar de Santo António.

É uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), pertence à Igreja, dirigida por uma equipa, cujo presidente é por natureza o Pároco, nomeada pelo Bispo da Diocese de Aveiro, sob proposta do Pároco. Não associados legislativos, mas felizmente há benfeitores e amigos da Instituição.

O Pároco Manuel da Rocha Creoulo, já lá vão mais de vinte e cinco anos, adquiriu um terreno, em seu nome pessoal, e aí construiu um pequeno alojamento de três quartos, para seis utentes, quase sem condições, que foi ampliando chegando a ter 18 quartos em que alojava quarenta a cinquenta utentes do sexo feminino.

As condições de higiene eram muitíssimo reduzidas, de segurança ainda menos, de conforto pouco havia, instalações sanitárias apenas quatro, e o regime apenas se limitava a quase um armazém de idosos.

As entidades que superintendem nos assuntos sociais, impuseram, que fosse construída uma casa de raiz, com as condições que a lei impõe, caso contrário seria encerrado o Lar.

A Direcção perante esta atitude optou pela parte positiva.

Abriu a casa aos dois sexos, o que já vinha acontecendo anteriormente mas apenas em relação ao Pároco, que já aí vivia, remodelou ainda a parte do Lar antiga para melhores condições enquanto foi desenvolvendo diligências no sentido de ser construído um novo, providenciou no sentido de serem tratados como ser humanos todos e quaisquer utentes, permitiu que os idosos saíssem fora das instalações assim como tivessem livremente visitas, providenciou também no sentido de durante a noite haver vigilantes bem como alguns confortos, melhorou assistência médica.

Após as primeiras diligências para estudo do novo edifício verificou-se que o terreno disponível não era suficiente, trocou-se uma habitação adquirida junto à Igreja por um terreno anexo ao terreno do Lar, transferiu-se a casa de três famílias na frente da Instituição para uns metros mais abaixo e implantou-se aquilo que é hoje o Centro Social Paroquial de Santo António, obra admirada por muita gente e apreciada pelos que nela vivem e trabalham.

Junto do Estado fizeram-se acordos para a construção do novo edifício que nem sempre foram respeitados, mas mesmo assim a obra não parou, e agora restam umas largas dividas, que se prevê sejam pagas sem se vender o edifício.

Este foi o Lar material, composto por três pisos, com dois elevadores hidráulicos, escadas de emergência e serviço, redes de electricidade modernas, telefones e televisão em todas as divisões, quartos individuais ou de casal, todos equipados com casa de banho privativa, corredores muito espaçosos, varandas e solários, imã enorme cozinha e sala de jantar para 120 pessoas, cinco amplas salas de convívio e uma capela.

O Lar humano, social, também foi evoluindo ao longo dos tempos. Os utentes sentem-se como em suas casas, têm liberdade de movimento, alimentação e medicação conforme as suas necessidades, acompanhamento médico e de enfermagem.

Toda esta máquina é apoiada por um corpo de trabalhadores a quem foi proporcionada alguma formação na área do serviço, a quem é exigida determinada compostura e cumprimento dos deveres, com pessoal em regime permanente entre as sete da manhã e as onze da noite, ficando o resto da noite permanentemente com duas vigilantes.

São cerca de trinta e oito trabalhadores, que para além da direcção Institucional são dirigidas por uma Directora Técnica permanente ao serviço.

Equipada com material informático a parte administrativa, também é uma lacuna para um bom e efectivo controlo e gestão desta que é a maior empresa da paróquia.

É uma equipa dinâmica na quase totalidade, que tenta sempre actuar com cara risonha mesmo para os casos mais difíceis.

A procura é enorme, não há capacidade de resposta para todas as solicitações, há uma grande lista de espera e também há regras na prioridade de entrada.

Casos muito graves, utentes da paróquia, utentes do concelho, utentes de outras zonas.

Além da actividade de idosos internos são apoiados 27 em regime de Serviço de Apoio Domiciliário, e 46 crianças em ATL (Actividades de Tempos Livres), cujas instalações são no rés-do-chão da parte antiga do Lar que não foi necessário demolir para edificar o novo. No andar de cima deste edifício encontram-se cinco quartos muito bem recuperados, ocupados por utentes idosos que ainda têm capacidade para se orientarem sem necessidade de apoio directo.


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